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Título
- Eterna Paixão
Autor
- Abdulai Sila
Data
de Publicação - Abril de 1994
Assunto
- A violência é intrinseca à paixão, mesmo quando ela é aparentemente
pacífica. Efémera pelos prazeres que exprime, a paixão é eterna pelas
cicatrizes que imprime. Fiel às suas
origens, a paixão cruza neste romance os destinos dissímeis das africanas
Mbubi e Ruth com o percurso original do afroamericano Daniel.
Em seis movimentos ondulados como uma rode, são entrelaçadas as silhuetas de Ruth e Mbubi com as raízes de Dan, tão desesperadamente inacessíveis, num país que se procura a si mesmo, se renega, se inventa e se mutila.
Título
- A Última Tragédia
Autor - Abdulai Sila
Data de Publicação
- Março de 1995
Assunto - A tragédia tem sempre duas caras.
Uma, sinistra, para chorar, a outra, cómica, para rir até às lágrimas,
pois "rir e chorar são filhos gémeos do pai Coração e da mãe
Boca". A Última Tragédia não escapa
a esta ambivalência. Tem também as suas caras tão opostas e tão próximas:
a do colonizador convicto dos seus poderes e a do colonizado à
procura dos seus direitos. Quando giram à volta da
figura central, Ndani, que é suposto hospedar um
azar, encarnam a estatura do Administrador imbuído da sua missão e armado
do chicote "civilizador"; a grandeza do Régulo agarrado ao seu
orgulho e provido de uma malícia desarmante; o ímpeto do Professor em
ruptura com as ilusões da sua adolescência e rearmado pela força de um
amor juvenil. Para além das relações
complexas que se tecem entre estes personagens, afirma-se uma outra figura,
o estilo do romance, que faz ver as cores locais, sentir os cheiros da
terra, até ouvir um sotaque tipicamente guineense graças a um judicioso e
inovador apelo ao criol.
Título
- Mistida
Autor - Abdulai Sila
Data de Publicação
- Março de 1997
Assunto - Mais do que propriamente capítulos
de um romance, os dez episódios que compõem Mistida evocam uma peça de
jazz com muito swing em que cada intérprete
de um instrumento executa de maneira pessoal e inconfundível um solo único
baseado no tema central, a mistida, pegando nele e desenvolvendo uma nova
melodia , marcando pautas, cadências e ritmos próprios, fazendo cair
acentos em locais inesperados à medida que age, sofre, exulta,
sussurra no íntimo ou interactua com os outros intérpretes, para depois
retomar a progressão de acordes dramáticos que dá continuidade à peça: safar
a mistida.