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A Guiné-Bissau contribui substancialmente para a conservação da biodiversidade mundial acolhendo cada ano cerca de um milhão de aves migratórias que vêm da Europa, oferecendo as condições ideais para a reprodução dos peixes e os crustáceos pelas suas florestas de mangroves, assegurando os territórios de postura maiores às colónias de tartarugas marinhas da costa Atlântica da África e impedindo a extensão do deserto para o Sul mediante savanas arvorados e florestas secas e sub-húmidas, que constituem barreiras naturais à desertificação.

No entanto, o ambiente único e precioso do País é ameaçado pelo aumento demográfico, destruição das mangroves, a erosão, a baixa das precipitações, a sobre-exploração dos recursos haliêuticos, a ausência de visão a longo prazo, a qual, em contrapartida, é substituída por estratégias de angariação de lucros a curto prazo. Estas estratégias de sobrevivência, sem pensar no dia seguinte, constituem evidentemente um grande perigo para conservação destes ecossistemas tão ricos, competindo às autoridades conceber e aplicar estratégias de desenvolvimento sustentável.

A fraca capacidade das autoridades em gerir de forma duradoura a pesca, a exploração petrolífera "off-shore" e a exploração irracional dos recursos naturais em zonas costeiras são os três principais factores que põem em perigo o importante capital de biodiversidade do País.

À parte os numerosos constrangimentos, as autoridades reconhecem a importância de manter a qualidade do ambiente e a conservação duradoura dos recursos naturais e, em finais de Fevereiro 2004, as autoridades aprovaram o Plano Nacional sobre o Ambiente, incluindo a gestão de reservas e outras zonas protegidas bem como a elaboração e a execução de um programa de gestão da biodiversidade das zonas costeiras.

Nos últimos 15 anos, esforços conjuntos contribuíram para a gestão sustentável da biodiversidade constituindo redes de zonas protegidas com a participação das comunidades locais. As iniciativas mais significativas são a Reserva Biosfera Bolama – Bijagós, em 1996, (arquipélago dos Bijagós) e o estabelecimento de uma rede - núcleos de zonas protegidas incluindo o Parque Nacional João Vieira e Poilão; o Parque Nacional de Orango no arquipélago dos Bijagós; o Parque Natural dos Mangroves de Cacheu, na zona costeira e estuário; o Parque Natural da Lagoa de Cufada, bem como a Zona Protegida de Cantanhez, a qual conta com mangroves e florestas primárias sub-húmidas consagrados que têm interesses culturais, etnográficos e etnobotânicos.

Mediante os seus programas de cooperação, a Comissão Europeia apoia estes esforços pelo programa regional AGIR, que tem como objectivo de proteger os ecossistemas fronteiriços, sendo que a Guiné-Bissau é beneficiária de alguns projectos como por exemplo as florestas primárias na zona fronteiriça com a República de Guiné, onde, os elefantes, foram contados nestes últimos anos e na zona fronteiriça Guiné-Bissau-Senegal- República da Guiné, onde são localizados parques nacionais muito importantes como o Niokolo Koba, o mais significativo da África Ocidental e o Badiar.
O programa de conservação da biodiversidade em zona costeira também é co-financiado pela Comissão Europeia com o Banco Mundial. Está actualmente na sua fase de arranque.

 

     

 

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