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Guia da Guiné-Bissau

 

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Religião

Na Guiné-Bissau, cerca de 45% das pessoas, principalmente os Fulas e os Mandingas, são muçulmanos e estão, sobretudo, concentrados no interior do País do que na zona costeira. Os cristãos representam 5 a 8% e o resto da população, 47 a 50%, são adeptos das religiões tradicionais.

Antes da chegada do Islão e do cristianismo, as religiões tradicionais prevaleciam na África Ocidental, incluindo na Guiné-Bissau. Hoje, pode-se falar de coexistência e é difícil traçar linhas claras entre os valores de cada uma.

Quase todas as religiões tradicionais são animistas e são baseadas na atribuição da vida ou a consciência a objectos ou fenómenos naturais. Embora algumas aceitem a existência de uma criatura suprema ou um criador, estes últimos são noções demasiado importantes para ser associados a seres humanos.

Os aspectos mais importantes situam-se certamente no culto dos antepassados, os totems, feitiços e a magia. É interessante reter que, de acordo com a fé dos adeptos das religiões tradicionais, a terra pertence aos antepassados e, por conseguinte, é a única a não ser posta à disposição dos descendentes, e não pode, por conseguinte, ser vendida. Estes princípios e crenças podem chocar-se hoje com os novos paradigmas da globalização e do neo-liberalismo.

O Islão, atingindo o Sahel em 900 A.C., foi trazido, na época por comerciantes que vinham daquilo que constitui hoje Marrocos e a Argélia. Na África Ocidental, tornou-se a religião da classe mais alta mas as pessoas comuns preferiam as suas crenças tradicionais. Ao longo dos séculos (até o 18º), os governantes tentavam combinar o Islão com as tradições locais até ao ponto de lançar guerras santas (jihads) contra os não crentes. Assim o Islão ganhou disso uma grande importância bem como de outras formas de Islão mais místicas e mais espirituais como o sofismo se tornaram muito populares.

A influência europeia, incluindo o cristianismo, crescia durante a 2ª metade do século 19 e as jihads começaram a orientar-se sobretudo contra os Europeus, especialmente contra os Franceses que penetravam cada vez mais no interior do continente, do que contra os Africanos infiéis. Às guerras dos marabouts, as jihads sucederam-se até 1880.

Hoje a igreja é representada em Bissau bem como as diferentes confissões associadas do tipo baptista ou evangélica. O Islão continua a ser preponderante.

 

 

     

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